Era Março. É Maio.
E no meio, um Abril que se foi.
Estranho no início, mas inevitável.
O impresso virou digital,
o estático agora é movimento,
e o cmyk é rgb.
E por falar em cor,
o cabelo escureceu,
o guarda roupa mudou e
as noites ganharam saúde.
Ah sim, ganhei tempo.
E, se tempo é dinheiro, estamos quites.
O conhecimento é cintilante,
as pessoas, receptivas,
e a metamorfose inevitável.
O medo que nos paralisa
é o outro lado da moeda
de um mundo que gira.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Sim, tenho pavor de barrigas tanquinho
Isso não é um ode à obesidade. Mas existe uma linha tênue entre saúde e futilidade.
Sou apenas uma mulher normal, sem tentáculos, dentro da média - se é que existe o normal, já que cada um é um universo blá blá blá...
Mas o termo de hoje aqui é outro: neura.
Ignoro solenemente pessoas que cultivam gomos abdominais, esses músculos cruéis do corpo, vulgo barriga tanquinho.
Explico vários porquês:
Trabalhei com inúmeros modelos homens por vários anos - verdadeiras estátuas gregas esculpidas em academia - e com raras exceções, quando abriam a boca eram tão interessantes quanto um pote de gelatina diet. E conheci refugiadas de campo de concentração mal-humoradas e insuportáveis, que tomavam água quente no lugar de refeições: azia em forma de ser
Quer mais nóia?
Também convivi anos com alguém que procurava desesperadamente esse tal conjunto muscular. Com o tempo, ficou chato sair com um elemento que não comia chocolate, não tomava cerveja, não sabia como era bom comer fondue de queijo sábado à noite e tirava fotos dos seus ombros pra postar. Fazia caretas quando não "aprovava" o meu prato... Meu deus, a gente só percebe essa loucura nazista depois. Que doideira.
Agora falando a real: o bom mesmo é aquele cara que sabe fazer você rir, que é companheiro e que se cuida sem ser narcisista, porque é bonito não só por fora. É aquele homem inteligente, mas que te dá tanto tesão que você tira a roupa num segundo e está ca-gan-do pra sua celulite - afinal, vocês tem coisas melhores a fazer do que ficar reparando nisso.
Aquele que você abraça gostoso, sabe? Que você iria até a lua atrás daquelas sardas.
Enfim, adoro gente de verdade. Minhas amigas são, como eu, mulheres de verdade também. E gostam de caras de verdade, aqueles que vale a pena conviver.
Paixões abdominais são rasas e essa vibe "Paulo Cintura" é muito colegial.
Mas ontem, conversando com uns conhecidos, percebi que muitos almejam uma mulher tipo Barbie.
Fiquem espertos, meus camaradinhas: às vezes essa mulher é só uma embalagem de músculos e silicone. Uma fraude e você tem que estar ciente que existe um preço a pagar. Depois não reclamem que "mulher não presta" - vocês escolhem a dedo, não é?
Provavelmente o corpo plástico em questão perde mais tempo fazendo glúteos que lendo bons livros.
E por dentro, se acharem alguma coisa, pode ser que seja fútil demais: apenas uns cabides de lojas caras, querendo ser preenchidos.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Quando a luz apaga
Os olhos dele fixam no chão, mas seu coração está em outro andar.
A garota sem jeito, pega em sua mão,
Mas nem seu tato, nem seu paladar respondem
Pesado, cinza, confuso.
Calmo, o menino vermelho se concentra e solta palavra por palavra.
Os gestos dele, pequenos, tem uma delicadeza triste nos movimentos
E sua alma cansada, se despedindo há dias, não acha as palavras certas.
Quieto, amoroso, confidente.
Ele está ali, pra quem quiser ver, deitado ao lado.
Suas sardas estão mais encantadoras do que nunca, ele não sabe.
Oitavo andar. Oitavo cinza andar.
Acompanhante, amigo, filho.
Todo herói tem sua criptonita, ele imagina.
Seu paladino pessoal brincou com a vida. Fumaças. Cigarros. Venenos.
Apagados há quinze anos, se vingaram um dia, apagando sua vida em prestações.
Triste, resignado, calado
Quando luz daqui apaga e acende outra no andar de cima
Mas lá, nosso elevador ainda não pode subir.
Só o herói do menino vermelho tem autorização.
Calmo, lento, vazio
Últimos momentos, últimos olhares, uma lágrima cai seca.
Adeus e até breve, meu amigo
O menino vermelho de olhar castanho te ama muito
A garota sem jeito, pega em sua mão,
Mas nem seu tato, nem seu paladar respondem
Pesado, cinza, confuso.
Calmo, o menino vermelho se concentra e solta palavra por palavra.
Os gestos dele, pequenos, tem uma delicadeza triste nos movimentos
E sua alma cansada, se despedindo há dias, não acha as palavras certas.
Quieto, amoroso, confidente.
Ele está ali, pra quem quiser ver, deitado ao lado.
Suas sardas estão mais encantadoras do que nunca, ele não sabe.
Oitavo andar. Oitavo cinza andar.
Acompanhante, amigo, filho.
Todo herói tem sua criptonita, ele imagina.
Seu paladino pessoal brincou com a vida. Fumaças. Cigarros. Venenos.
Apagados há quinze anos, se vingaram um dia, apagando sua vida em prestações.
Triste, resignado, calado
Quando luz daqui apaga e acende outra no andar de cima
Mas lá, nosso elevador ainda não pode subir.
Só o herói do menino vermelho tem autorização.
Calmo, lento, vazio
Últimos momentos, últimos olhares, uma lágrima cai seca.
Adeus e até breve, meu amigo
O menino vermelho de olhar castanho te ama muito
Pretos olhos pequenos
Quando te vi pela primeira vez, minha pequena, senti que deveria te tirar dalí.
Aquele seu olhar de jabuticaba, míudo e curioso
Era manhã de Abril e você tão assustada, tão medrosa... tão barulhenta.
Não sei porque gostamos tanto de você...
talvez sua inocência, seu jeito, suas manhas
Talvez a maneira como enterrava o focinho na coberta,
talvez porque insistia em comer coisas estranhas
E lembro que chegou cinza em casa... não sabia de nada nossa filhota, nem descer uma escada.
Queríamos te salvar, mas quem nos trouxe cores para nós foi você, sua danada.
Aqui aprendeu o que é amor
E agora sinto saudades da sua patada pueril
me convidando a brincadeira quando eu insistia com esse mal-humor
seu latido fininho, quase infantil.
Dorme, minha anjita.
Aquele seu olhar de jabuticaba, míudo e curioso
Era manhã de Abril e você tão assustada, tão medrosa... tão barulhenta.
Não sei porque gostamos tanto de você...
talvez sua inocência, seu jeito, suas manhas
Talvez a maneira como enterrava o focinho na coberta,
talvez porque insistia em comer coisas estranhas
E lembro que chegou cinza em casa... não sabia de nada nossa filhota, nem descer uma escada.
Queríamos te salvar, mas quem nos trouxe cores para nós foi você, sua danada.
Aqui aprendeu o que é amor
E agora sinto saudades da sua patada pueril
me convidando a brincadeira quando eu insistia com esse mal-humor
seu latido fininho, quase infantil.
Dorme, minha anjita.
domingo, 17 de abril de 2011
The long and winding road
Ela permaneceu em silêncio. Aquele silêncio que machuca, que faz segundos durarem anos no negro da noite.
Foi aí que tudo veio a tona: seu vestido roxo, seus passos apressados em frente a livraria. E a primeira vez que trocaram olhares em frente ao cinema. Aquelas sardas.
Mas sua solidão cinza nos últimos tempos também a assolaram - e são estas que afirmaram sua escolha.
E ela não merecia. Não merecia aquelas meias-palavras, meios-olhares, meia-presença...e fins-de-semana vazios, loucos para serem preenchidos.Tudo porque se entregou por inteiro, olha que ironia...e sua alma estava ficando desgastada, desbotada.
Mas ontem um buquê correu à sua presença. Amarelo, feliz, vindo de uma noiva radiante vestida de sol.
E se "para encontrar a felicidade, a dor é inevitável", como lhe disseram,
com certeza ela precisa se apaixonar de novo... só que por ela mesmo.
Foi aí que tudo veio a tona: seu vestido roxo, seus passos apressados em frente a livraria. E a primeira vez que trocaram olhares em frente ao cinema. Aquelas sardas.
Mas sua solidão cinza nos últimos tempos também a assolaram - e são estas que afirmaram sua escolha.
E ela não merecia. Não merecia aquelas meias-palavras, meios-olhares, meia-presença...e fins-de-semana vazios, loucos para serem preenchidos.Tudo porque se entregou por inteiro, olha que ironia...e sua alma estava ficando desgastada, desbotada.
Mas ontem um buquê correu à sua presença. Amarelo, feliz, vindo de uma noiva radiante vestida de sol.
E se "para encontrar a felicidade, a dor é inevitável", como lhe disseram,
com certeza ela precisa se apaixonar de novo... só que por ela mesmo.
domingo, 3 de abril de 2011
Carta a um amigo distante.
Você se foi há tantos anos. E eu fiquei aqui.
Me sinto solitária as vezes, e lembro de você... penso que depois desse tempo todo, sua vida por ai deve ter mudado.
Mas pai, não se esqueça de mim. Eu jamais esqueci de ti.
Como me pediu, não deixei de fazer o nosso presépio no Natal, mas tive que dar uma pintada no Baltazar - não pega bem pra um rei mago ficar descascando.
Olha, nem é novidade, mas sabia que consegui me formar? Bem, meu padrinho que foi pra aí deve ter te contato que dançou comigo a valsa dos pais. As minhas avós estão bem?
Sabe, quando criei um cenário para uma banda, eu chorava, pensando que você ia ter orgulho de mim, ia dar aquele seu sorriso de satisfação na platéia.
Mas o que eu precisava te contar era sobre uma viagem. Menino do céu, conheci Londres! Sei que você daí vai esnobar e dizer que tem uma visão bem melhor da que eu tive da London Eye, mas olha, era a cidade que a gente tanto queria ir... Você nem deve lembrar, mas ainda tenho a borrachinha que me deu aos 12 anos com a bandeira do Reino Unido. Não ria da próxima expressão, mas "morra de inveja": fui pra Liverpool e tive a impressão que estava contigo na Magical Mystery Tour - O banco do meu lado, ficou reservado pra você. E, o mais estranho, é que pegando o trem tinha a esperança de te encontrar mesmo naquela cidade em alguma esquina, fazendo uma daquelas suas dancinhas desengonçadas. Ah, mas se tava eu não vi! Lá viajei pra um lugar diferente, cheio de lembranças boas suas - mesmo sem a gente nunca ter ido antes.
Ai pai, eu falhei muitas vezes também... falhei comigo também, sabe? E deixei que não me tratassem bem. Queria tanto que você pudesse me ouvir... você dizia que eu era você de saia: acho que iria me entender. Aliás, aqui entre nós, você não quer dar um susto em algumas pessoas pra mim não? Há, é brincadeira viu? Se te conheço, já achou a idéia plausível.
Ontem, olhando velhos maleiros, achei sua coleção quase inteira do "O Pato Donald", dos anos 50 - aquela que você me deu aos 9 anos. Chorei mais uma vez, ao tentar catalogar tudo. E sabe duma coisa? Sabe aquela empresa que você ia desenhar quadrinhos, e que só não foi porque ia casar com a mãe e precisava ganhar melhor? Então, eu trabalho lá... e potz, como sou teimosa, viu?
Pai, apesar de não estar aqui, você é quem posso contar. Não me abandona não... é sua lembrança que me dá forças para tentar alcançar meus sonhos, por mais difíceis que eles possam parecer.
Escrever essa carta pra você me fez lembrar quem sou, meus valores e meus projetos. Quando eu for pra aí, espero te contar muito mais.
ps: O que eu faço com a sua gaita escocesa hein?
Me sinto solitária as vezes, e lembro de você... penso que depois desse tempo todo, sua vida por ai deve ter mudado.
Mas pai, não se esqueça de mim. Eu jamais esqueci de ti.
Como me pediu, não deixei de fazer o nosso presépio no Natal, mas tive que dar uma pintada no Baltazar - não pega bem pra um rei mago ficar descascando.
Olha, nem é novidade, mas sabia que consegui me formar? Bem, meu padrinho que foi pra aí deve ter te contato que dançou comigo a valsa dos pais. As minhas avós estão bem?
Sabe, quando criei um cenário para uma banda, eu chorava, pensando que você ia ter orgulho de mim, ia dar aquele seu sorriso de satisfação na platéia.
Mas o que eu precisava te contar era sobre uma viagem. Menino do céu, conheci Londres! Sei que você daí vai esnobar e dizer que tem uma visão bem melhor da que eu tive da London Eye, mas olha, era a cidade que a gente tanto queria ir... Você nem deve lembrar, mas ainda tenho a borrachinha que me deu aos 12 anos com a bandeira do Reino Unido. Não ria da próxima expressão, mas "morra de inveja": fui pra Liverpool e tive a impressão que estava contigo na Magical Mystery Tour - O banco do meu lado, ficou reservado pra você. E, o mais estranho, é que pegando o trem tinha a esperança de te encontrar mesmo naquela cidade em alguma esquina, fazendo uma daquelas suas dancinhas desengonçadas. Ah, mas se tava eu não vi! Lá viajei pra um lugar diferente, cheio de lembranças boas suas - mesmo sem a gente nunca ter ido antes.
Ai pai, eu falhei muitas vezes também... falhei comigo também, sabe? E deixei que não me tratassem bem. Queria tanto que você pudesse me ouvir... você dizia que eu era você de saia: acho que iria me entender. Aliás, aqui entre nós, você não quer dar um susto em algumas pessoas pra mim não? Há, é brincadeira viu? Se te conheço, já achou a idéia plausível.
Ontem, olhando velhos maleiros, achei sua coleção quase inteira do "O Pato Donald", dos anos 50 - aquela que você me deu aos 9 anos. Chorei mais uma vez, ao tentar catalogar tudo. E sabe duma coisa? Sabe aquela empresa que você ia desenhar quadrinhos, e que só não foi porque ia casar com a mãe e precisava ganhar melhor? Então, eu trabalho lá... e potz, como sou teimosa, viu?
Pai, apesar de não estar aqui, você é quem posso contar. Não me abandona não... é sua lembrança que me dá forças para tentar alcançar meus sonhos, por mais difíceis que eles possam parecer.
Escrever essa carta pra você me fez lembrar quem sou, meus valores e meus projetos. Quando eu for pra aí, espero te contar muito mais.
ps: O que eu faço com a sua gaita escocesa hein?
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Como você monta sua árvore de Natal?
Natal é data importante automaticamente no nosso calendário, mesmo se você não for lá tão cristão: confraternizações, especiais na tv com pessoas chatérrimas etc.
Sabe, nem vou citar o aniversariante dessa vez (que obviamente é o mais importante), mas sim uma história pessoal.
Sim, porque aqui com meus botões, enquanto abria minhas caixas, ia reencontrando velhos amigos (aquela anjinha que me acompanha ano após ano e ganhou um mini sax há uns 3 natais, meus ursos jazzistas do Mappin veteranos de anos de árvore, um papai noel rejeitado de 89 mas que gosta de ficar perto das garrafas)... E meu cd de rockabilly só de natal.
Ainda tem a dona guirlanda, que fiz em 90 e por causa dela, decidi produzir em série para vender (decorei um restaurante da minha tia com umas 10 pelo menos). E hoje, a rodela sapeca tem mini instrumentos musicais dourados.
Costumávamos fazer nosso presépio o mais real possível, diferente da minha vó Lazinha, que era uma babilônia de cores e tamanhos (hoje aliás penso que era bacanérrima, mas na época achava bizarra). Mas no nosso cenário já fizemos até um riacho com água de verdade e catávamos pedrinhas com tamanho proporcional às figuras - meu pai me instigava com essa coisa de cenário - cada ano ficava mais perfeito. E sabiamos direitinho a história do nascimento do Filho do Homem: O sr. Daniel fazia questão inclusive de deixar um incenso de mirra queimando, pra gente saber o que os 3 cabras peregrinos carregavam de presente pro cara do estábulo - que certamente não era o Brian, era o nenê abençoado ao lado.
E era lá, perto da manjedoura, que deixávamos nossas cartinhas pro Papai Noel - uma vez, escondida na escada de noitão, vi o meu pai indo lá "dar uma forcinha" pro velhote natalino, pegando nossos pedidos.
Víamos muitos filmes e eu ia feliz até o jornaleiro comprar meu Almanaque Disney de Natal. Ah, que sonho. Aos 10 anos, juntava meu dinheirinho do lanche e ia na papelaria da esquina comprar presentes. Claro que queria participar também, mas admito que comprava cacarequinhos - que a minha mãe já não gostava do meu gosto desde aquela época.
Pra esta amiga que escreve meus queridos, Natal é preparar a casa para relembrar bons momentos da infância, das minhas cockers douradas que comiam chocolates pendurados da árvore e claro, de pessoas que me inspiram até hoje.
A minha árvore eu montei com amor, saudade e um pouquinho de lágrimas - porque não - que caíram ao som de uma singela canção de "Esqueceram de Mim".
Pra alegrar, deixo o tema de "Herói de Brinquedo" abaixo.
Um beijo e Feliz Natal!
Sabe, nem vou citar o aniversariante dessa vez (que obviamente é o mais importante), mas sim uma história pessoal.
Sim, porque aqui com meus botões, enquanto abria minhas caixas, ia reencontrando velhos amigos (aquela anjinha que me acompanha ano após ano e ganhou um mini sax há uns 3 natais, meus ursos jazzistas do Mappin veteranos de anos de árvore, um papai noel rejeitado de 89 mas que gosta de ficar perto das garrafas)... E meu cd de rockabilly só de natal.
Ainda tem a dona guirlanda, que fiz em 90 e por causa dela, decidi produzir em série para vender (decorei um restaurante da minha tia com umas 10 pelo menos). E hoje, a rodela sapeca tem mini instrumentos musicais dourados.
Costumávamos fazer nosso presépio o mais real possível, diferente da minha vó Lazinha, que era uma babilônia de cores e tamanhos (hoje aliás penso que era bacanérrima, mas na época achava bizarra). Mas no nosso cenário já fizemos até um riacho com água de verdade e catávamos pedrinhas com tamanho proporcional às figuras - meu pai me instigava com essa coisa de cenário - cada ano ficava mais perfeito. E sabiamos direitinho a história do nascimento do Filho do Homem: O sr. Daniel fazia questão inclusive de deixar um incenso de mirra queimando, pra gente saber o que os 3 cabras peregrinos carregavam de presente pro cara do estábulo - que certamente não era o Brian, era o nenê abençoado ao lado.
E era lá, perto da manjedoura, que deixávamos nossas cartinhas pro Papai Noel - uma vez, escondida na escada de noitão, vi o meu pai indo lá "dar uma forcinha" pro velhote natalino, pegando nossos pedidos.
Víamos muitos filmes e eu ia feliz até o jornaleiro comprar meu Almanaque Disney de Natal. Ah, que sonho. Aos 10 anos, juntava meu dinheirinho do lanche e ia na papelaria da esquina comprar presentes. Claro que queria participar também, mas admito que comprava cacarequinhos - que a minha mãe já não gostava do meu gosto desde aquela época.
Pra esta amiga que escreve meus queridos, Natal é preparar a casa para relembrar bons momentos da infância, das minhas cockers douradas que comiam chocolates pendurados da árvore e claro, de pessoas que me inspiram até hoje.
A minha árvore eu montei com amor, saudade e um pouquinho de lágrimas - porque não - que caíram ao som de uma singela canção de "Esqueceram de Mim".
Pra alegrar, deixo o tema de "Herói de Brinquedo" abaixo.
Um beijo e Feliz Natal!
Assinar:
Postagens (Atom)
