Bem, eu tento ser gentil por onde passo.
Verdade é que nem sempre os seres entendem essa minha disposição e por vezes confundem as coisas: um velhinho desfarelando já me cantou, por exemplo, só por que eu levantei para dar lugar para ele no ônibus. Horrível.
Mas o fato narrado de hoje é motivo de chacota lá no trabalho:
Todo dia, compro meu chá verde e cumprimento as pessoas que fazem parte da minha rotina, como a mulher da famácia, o porteiro e um moço que vende uns cacarecos no farol: aliás, este último sempre foi alguém que eu admirei, pois ele não tem uma das pernas e mesmo assim, com sua muleta, está lá todo dia ganhando seu dinheiro honestamente, sem pedir pra ninguém.
Outro dia, depois do meu majado 'Bom dia", ele ( o moço das muletas) se aproximou e me falou:
"Com toda essa bondade no coração, será que vc pode pagar a minha conta de luz?"
Eu fiquei olhando, sem saber o que falar... "Puxa é a primeira vez que eu digo bom dia para alguém que eu nem sei o nome e essa pessoa me pede para pagar uma conta", pensei.
Na hora fiquei sem jeito... Depois pensei e, no outro dia, ele veio me cobrar e eu disse que "não era porque eu dizia Bom dia que iria pagar as contas das pessoas".
Ai bateu o remorso... tadinho...de muletas, né? Eu sou um demônio... Não sou não... ai meu Deus, mas esmola não dá. Mas...
Mas no dia seguinte fiquei com vergonha e jurei que ia desviar o caminho... Na pressa, esqueci... e lá estava ele de novo. Fui almoçar e na volta eu estava com uma sacolinha na mão... sai correndo para ele não me ver com nada na mão e pensar "que eu tenho dinheiro para comprar qualquer coisa, menos pra pagar a conta dele"... mas ele estava lá, atrás de um carro.
Só que agora todo dia é isso, essa saia justa.
Será que no último episódio da série ele vai vir se vingar de mim também?
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Cenas Urbanas
No metrô
Outro dia ganhei uma rosa amarela e fui sorridente pra casa, de metroplitano. Eu comecei a reparar nas pessoas, me olhando de maneira não usual. Podia ouvir os pensamento pelo olhares. Alguns sorriam suavemente, outros fixavam o olhar na flor até conseguirem queimar uma pétala, homens me reparavam de maneira mais, diria, concisa e teve até aqueles que me olhavam com espanto como se eu tivesse feito pacto com o Demo.
Pessoas "normais" são muito doidas.
Na banca
Alguém já reparou que, desde que foi lançada, a revista Men´s Health tem a mesma capa ( um tronco masculino pb) e as mesmas reportagens ( "Entre em forma já!" ou coisa q o valha)?
Tipo uma revista Nova de cueca. Que chato.
No parque
Fiquei reparando o vai-e-vem das pessoas no Trianon. Sentadas sozinhas nos bancos, correndo ou levando um monte de cães para passear. Alí, bem no coração do Centro Financeiro de S. Paulo, batia tímida uma rotina interiorana. Brisa fresca.
Fiquei tão boba contemplando.
Outro dia ganhei uma rosa amarela e fui sorridente pra casa, de metroplitano. Eu comecei a reparar nas pessoas, me olhando de maneira não usual. Podia ouvir os pensamento pelo olhares. Alguns sorriam suavemente, outros fixavam o olhar na flor até conseguirem queimar uma pétala, homens me reparavam de maneira mais, diria, concisa e teve até aqueles que me olhavam com espanto como se eu tivesse feito pacto com o Demo.
Pessoas "normais" são muito doidas.
Na banca
Alguém já reparou que, desde que foi lançada, a revista Men´s Health tem a mesma capa ( um tronco masculino pb) e as mesmas reportagens ( "Entre em forma já!" ou coisa q o valha)?
Tipo uma revista Nova de cueca. Que chato.
No parque
Fiquei reparando o vai-e-vem das pessoas no Trianon. Sentadas sozinhas nos bancos, correndo ou levando um monte de cães para passear. Alí, bem no coração do Centro Financeiro de S. Paulo, batia tímida uma rotina interiorana. Brisa fresca.
Fiquei tão boba contemplando.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Via Pitoresca
A Avenida Paulista não é a paixão de tantos cidadãos à toa. Lá, as coisas mais bestas viram um ritual urbano ( como comer um churrasco com queijo numa mesa em frente ao Trianon - numa atitude blazè contemplativa).
E é bizarro como é um sentimento coletivo esse. Os fatos narrados a seguir ilustram bem isso.
O culto
O caro internauta vai curtir essa: No vão do Masp, uma multidão se reuniu dia 16 de Agosto, num ato louco, como se fosse um ritual de adoração em volta de um boneco de posto, gritando êêêêêê (igual ao episódio do Pica Pau das Cataratas do Niágara). Depois, alguns caras tentavam o imitar como se tivessem "baixando o espírito do boneco" e as pessoas aplaudiam calorosamente.
Fantasiados
Numa sexta feiraà noite, lançamento mundial do último livro da série de Harry Potter, você podia ver pelos arredores do Conjunto Nacional ordas de meninos e rapazes fantasiados de Harry e meninas à lá uniforme Hogwarts andando alegremente.
Sim, quando temos lançamentos mundiais, as pessoas vão até a Avenida Paulista de modo, digamos, ilustrativo.
Fato comprovado há 2 anos atrás, no lançamento do último Star Wars, quando o Cine Bristol foi invadido pelo lado negro da força. Tinha até Darth Vader com capacete que fazia aquela sua respiração característica.
Grátis assim?
Estava pensando na vida, reflexiva após uma sessão de cinema sozinha numa sexta a noite, quando um batalhão de adolescentes aparecem com placas de "Abraços Grátis". Eu quis um bem grande e me deram vários, conversei com algumas meninas que até tiraram fotos comigo ( até hoje estou esperando) e a turma seguiu contente. Assim, simples.
Na hora do almoço
Na Praça de Alimentação do Center 3, lindas e tranquilas, 2 drag quens montadas e brilhantes, pegavam seu prato na fila do Giraffas. Achei ótimo ver elas no seu dia-a-dia. E outro dia um cara vestido de Kiko atravessava perto da Frei Caneca ( O Raul viu tb!)
Clube da Luneta
Eu adorei conhecer o povo do Clube de Astronomia de São Paulo. Eles montavam seus telescópios nas noites de sexta em plena calçada da Avenida Paulista para as pessoas verem as estrelas. Era ótimo: vinha de intelectual até mendingo dar uma "bizoiada" no império celeste. Até eu, que sofro de uma já confessa fobia por ETs, fui lá xeretar se tinha "alguém chegando".
Isso sem contar dos inúmeros Flash Mobs ( por favor, turma da Digera, me ajudem com aquela manifestação do Mp3), paradas de todos os tipos e outras coisas bacanas que a gente só vê lá.
Pois é, meu amigo e você? Já viu alguma coisa parecida no corredor louco entre a Consolação e a Brigadeiro Luiz Antônio?
E é bizarro como é um sentimento coletivo esse. Os fatos narrados a seguir ilustram bem isso.
O culto
O caro internauta vai curtir essa: No vão do Masp, uma multidão se reuniu dia 16 de Agosto, num ato louco, como se fosse um ritual de adoração em volta de um boneco de posto, gritando êêêêêê (igual ao episódio do Pica Pau das Cataratas do Niágara). Depois, alguns caras tentavam o imitar como se tivessem "baixando o espírito do boneco" e as pessoas aplaudiam calorosamente.
FantasiadosNuma sexta feiraà noite, lançamento mundial do último livro da série de Harry Potter, você podia ver pelos arredores do Conjunto Nacional ordas de meninos e rapazes fantasiados de Harry e meninas à lá uniforme Hogwarts andando alegremente.
Sim, quando temos lançamentos mundiais, as pessoas vão até a Avenida Paulista de modo, digamos, ilustrativo.
Fato comprovado há 2 anos atrás, no lançamento do último Star Wars, quando o Cine Bristol foi invadido pelo lado negro da força. Tinha até Darth Vader com capacete que fazia aquela sua respiração característica.
Grátis assim?
Estava pensando na vida, reflexiva após uma sessão de cinema sozinha numa sexta a noite, quando um batalhão de adolescentes aparecem com placas de "Abraços Grátis". Eu quis um bem grande e me deram vários, conversei com algumas meninas que até tiraram fotos comigo ( até hoje estou esperando) e a turma seguiu contente. Assim, simples.
Na hora do almoço
Na Praça de Alimentação do Center 3, lindas e tranquilas, 2 drag quens montadas e brilhantes, pegavam seu prato na fila do Giraffas. Achei ótimo ver elas no seu dia-a-dia. E outro dia um cara vestido de Kiko atravessava perto da Frei Caneca ( O Raul viu tb!)
Clube da Luneta
Eu adorei conhecer o povo do Clube de Astronomia de São Paulo. Eles montavam seus telescópios nas noites de sexta em plena calçada da Avenida Paulista para as pessoas verem as estrelas. Era ótimo: vinha de intelectual até mendingo dar uma "bizoiada" no império celeste. Até eu, que sofro de uma já confessa fobia por ETs, fui lá xeretar se tinha "alguém chegando".
Isso sem contar dos inúmeros Flash Mobs ( por favor, turma da Digera, me ajudem com aquela manifestação do Mp3), paradas de todos os tipos e outras coisas bacanas que a gente só vê lá.
Pois é, meu amigo e você? Já viu alguma coisa parecida no corredor louco entre a Consolação e a Brigadeiro Luiz Antônio?
quarta-feira, 4 de abril de 2007
O dia em que Michael Jackson baixou em mim
****
Hoje eu percebi o quanto ser oitentista pode te levar a loucura.
Estava eu, feliz por ter colocado novas músicas no mp3player, andando pela Paulista indo para o trampo.
E começa Beat it do M.Jacko... sim, aquele moço que gosta de crianças e hoje em dia é azul.
Por um instante eu percebi que estava andando na batida da música, imitando a figura em questão. Foi ai que me segurei, pois percebi q ia começar a cantar e fazer a coreografia com a mão. Mas o negócio foi ficando insuportável, por que eu estava imaginando o clipe, estalando os dedos (que o Michael Jackson, tão violento quanto um chiuaua, fazia caras e bocas com suas turminhas) : confira no pé deste post a parte de dança final, que espetáculo.
Eu não consegui continuar andando. Estava prestes a passar vergonha. Fiquei vermelha. Sai correndo, me segurando e rindo.
Entrei num café, para sentar e dar uma acalmada.
Ufa. Só vou ouvir isso em casa, já que a Dolly é fã das minhas coreografias.
Ai que doença.
Hoje eu percebi o quanto ser oitentista pode te levar a loucura.
Estava eu, feliz por ter colocado novas músicas no mp3player, andando pela Paulista indo para o trampo.
E começa Beat it do M.Jacko... sim, aquele moço que gosta de crianças e hoje em dia é azul.
Por um instante eu percebi que estava andando na batida da música, imitando a figura em questão. Foi ai que me segurei, pois percebi q ia começar a cantar e fazer a coreografia com a mão. Mas o negócio foi ficando insuportável, por que eu estava imaginando o clipe, estalando os dedos (que o Michael Jackson, tão violento quanto um chiuaua, fazia caras e bocas com suas turminhas) : confira no pé deste post a parte de dança final, que espetáculo.
Eu não consegui continuar andando. Estava prestes a passar vergonha. Fiquei vermelha. Sai correndo, me segurando e rindo.
Entrei num café, para sentar e dar uma acalmada.
Ufa. Só vou ouvir isso em casa, já que a Dolly é fã das minhas coreografias.
Ai que doença.
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