Os olhos dele fixam no chão, mas seu coração está em outro andar.
A garota sem jeito, pega em sua mão,
Mas nem seu tato, nem seu paladar respondem
Pesado, cinza, confuso.
Calmo, o menino vermelho se concentra e solta palavra por palavra.
Os gestos dele, pequenos, tem uma delicadeza triste nos movimentos
E sua alma cansada, se despedindo há dias, não acha as palavras certas.
Quieto, amoroso, confidente.
Ele está ali, pra quem quiser ver, deitado ao lado.
Suas sardas estão mais encantadoras do que nunca, ele não sabe.
Oitavo andar. Oitavo cinza andar.
Acompanhante, amigo, filho.
Todo herói tem sua criptonita, ele imagina.
Seu paladino pessoal brincou com a vida. Fumaças. Cigarros. Venenos.
Apagados há quinze anos, se vingaram um dia, apagando sua vida em prestações.
Triste, resignado, calado
Quando luz daqui apaga e acende outra no andar de cima
Mas lá, nosso elevador ainda não pode subir.
Só o herói do menino vermelho tem autorização.
Calmo, lento, vazio
Últimos momentos, últimos olhares, uma lágrima cai seca.
Adeus e até breve, meu amigo
O menino vermelho de olhar castanho te ama muito
A vida em frames
O lirismo do cotidiano em doses homeopáticas
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Pretos olhos pequenos
Quando te vi pela primeira vez, minha pequena, senti que deveria te tirar dalí.
Aquele seu olhar de jabuticaba, míudo e curioso
Era manhã de Abril e você tão assustada, tão medrosa... tão barulhenta.
Não sei porque gostamos tanto de você...
talvez sua inocência, seu jeito, suas manhas
Talvez a maneira como enterrava o focinho na coberta,
talvez porque insistia em comer coisas estranhas
E lembro que chegou cinza em casa... não sabia de nada nossa filhota, nem descer uma escada.
Queríamos te salvar, mas quem nos trouxe cores para nós foi você, sua danada.
Aqui aprendeu o que é amor
E agora sinto saudades da sua patada pueril
me convidando a brincadeira quando eu insistia com esse mal-humor
seu latido fininho, quase infantil.
Dorme, minha anjita.
Aquele seu olhar de jabuticaba, míudo e curioso
Era manhã de Abril e você tão assustada, tão medrosa... tão barulhenta.
Não sei porque gostamos tanto de você...
talvez sua inocência, seu jeito, suas manhas
Talvez a maneira como enterrava o focinho na coberta,
talvez porque insistia em comer coisas estranhas
E lembro que chegou cinza em casa... não sabia de nada nossa filhota, nem descer uma escada.
Queríamos te salvar, mas quem nos trouxe cores para nós foi você, sua danada.
Aqui aprendeu o que é amor
E agora sinto saudades da sua patada pueril
me convidando a brincadeira quando eu insistia com esse mal-humor
seu latido fininho, quase infantil.
Dorme, minha anjita.
domingo, 17 de abril de 2011
The long and winding road
Ela permaneceu em silêncio. Aquele silêncio que machuca, que faz segundos durarem anos no negro da noite.
Foi aí que tudo veio a tona: seu vestido roxo, seus passos apressados em frente a livraria. E a primeira vez que trocaram olhares em frente ao cinema. Aquelas sardas.
Mas sua solidão cinza nos últimos tempos também a assolaram - e são estas que afirmaram sua escolha.
E ela não merecia. Não merecia aquelas meias-palavras, meios-olhares, meia-presença...e fins-de-semana vazios, loucos para serem preenchidos.Tudo porque se entregou por inteiro, olha que ironia...e sua alma estava ficando desgastada, desbotada.
Mas ontem um buquê correu à sua presença. Amarelo, feliz, vindo de uma noiva radiante vestida de sol.
E se "para encontrar a felicidade, a dor é inevitável", como lhe disseram,
com certeza ela precisa se apaixonar de novo... só que por ela mesmo.
Foi aí que tudo veio a tona: seu vestido roxo, seus passos apressados em frente a livraria. E a primeira vez que trocaram olhares em frente ao cinema. Aquelas sardas.
Mas sua solidão cinza nos últimos tempos também a assolaram - e são estas que afirmaram sua escolha.
E ela não merecia. Não merecia aquelas meias-palavras, meios-olhares, meia-presença...e fins-de-semana vazios, loucos para serem preenchidos.Tudo porque se entregou por inteiro, olha que ironia...e sua alma estava ficando desgastada, desbotada.
Mas ontem um buquê correu à sua presença. Amarelo, feliz, vindo de uma noiva radiante vestida de sol.
E se "para encontrar a felicidade, a dor é inevitável", como lhe disseram,
com certeza ela precisa se apaixonar de novo... só que por ela mesmo.
domingo, 3 de abril de 2011
Carta a um amigo distante.
Você se foi há tantos anos. E eu fiquei aqui.
Me sinto solitária as vezes, e lembro de você... penso que depois desse tempo todo, sua vida por ai deve ter mudado.
Mas pai, não se esqueça de mim. Eu jamais esqueci de ti.
Como me pediu, não deixei de fazer o nosso presépio no Natal, mas tive que dar uma pintada no Baltazar - não pega bem pra um rei mago ficar descascando.
Olha, nem é novidade, mas sabia que consegui me formar? Bem, meu padrinho que foi pra aí deve ter te contato que dançou comigo a valsa dos pais. As minhas avós estão bem?
Sabe, quando criei um cenário para uma banda, eu chorava, pensando que você ia ter orgulho de mim, ia dar aquele seu sorriso de satisfação na platéia.
Mas o que eu precisava te contar era sobre uma viagem. Menino do céu, conheci Londres! Sei que você daí vai esnobar e dizer que tem uma visão bem melhor da que eu tive da London Eye, mas olha, era a cidade que a gente tanto queria ir... Você nem deve lembrar, mas ainda tenho a borrachinha que me deu aos 12 anos com a bandeira do Reino Unido. Não ria da próxima expressão, mas "morra de inveja": fui pra Liverpool e tive a impressão que estava contigo na Magical Mystery Tour - O banco do meu lado, ficou reservado pra você. E, o mais estranho, é que pegando o trem tinha a esperança de te encontrar mesmo naquela cidade em alguma esquina, fazendo uma daquelas suas dancinhas desengonçadas. Ah, mas se tava eu não vi! Lá viajei pra um lugar diferente, cheio de lembranças boas suas - mesmo sem a gente nunca ter ido antes.
Ai pai, eu falhei muitas vezes também... falhei comigo também, sabe? E deixei que não me tratassem bem. Queria tanto que você pudesse me ouvir... você dizia que eu era você de saia: acho que iria me entender. Aliás, aqui entre nós, você não quer dar um susto em algumas pessoas pra mim não? Há, é brincadeira viu? Se te conheço, já achou a idéia plausível.
Ontem, olhando velhos maleiros, achei sua coleção quase inteira do "O Pato Donald", dos anos 50 - aquela que você me deu aos 9 anos. Chorei mais uma vez, ao tentar catalogar tudo. E sabe duma coisa? Sabe aquela empresa que você ia desenhar quadrinhos, e que só não foi porque ia casar com a mãe e precisava ganhar melhor? Então, eu trabalho lá... e potz, como sou teimosa, viu?
Pai, apesar de não estar aqui, você é quem posso contar. Não me abandona não... é sua lembrança que me dá forças para tentar alcançar meus sonhos, por mais difíceis que eles possam parecer.
Escrever essa carta pra você me fez lembrar quem sou, meus valores e meus projetos. Quando eu for pra aí, espero te contar muito mais.
ps: O que eu faço com a sua gaita escocesa hein?
Me sinto solitária as vezes, e lembro de você... penso que depois desse tempo todo, sua vida por ai deve ter mudado.
Mas pai, não se esqueça de mim. Eu jamais esqueci de ti.
Como me pediu, não deixei de fazer o nosso presépio no Natal, mas tive que dar uma pintada no Baltazar - não pega bem pra um rei mago ficar descascando.
Olha, nem é novidade, mas sabia que consegui me formar? Bem, meu padrinho que foi pra aí deve ter te contato que dançou comigo a valsa dos pais. As minhas avós estão bem?
Sabe, quando criei um cenário para uma banda, eu chorava, pensando que você ia ter orgulho de mim, ia dar aquele seu sorriso de satisfação na platéia.
Mas o que eu precisava te contar era sobre uma viagem. Menino do céu, conheci Londres! Sei que você daí vai esnobar e dizer que tem uma visão bem melhor da que eu tive da London Eye, mas olha, era a cidade que a gente tanto queria ir... Você nem deve lembrar, mas ainda tenho a borrachinha que me deu aos 12 anos com a bandeira do Reino Unido. Não ria da próxima expressão, mas "morra de inveja": fui pra Liverpool e tive a impressão que estava contigo na Magical Mystery Tour - O banco do meu lado, ficou reservado pra você. E, o mais estranho, é que pegando o trem tinha a esperança de te encontrar mesmo naquela cidade em alguma esquina, fazendo uma daquelas suas dancinhas desengonçadas. Ah, mas se tava eu não vi! Lá viajei pra um lugar diferente, cheio de lembranças boas suas - mesmo sem a gente nunca ter ido antes.
Ai pai, eu falhei muitas vezes também... falhei comigo também, sabe? E deixei que não me tratassem bem. Queria tanto que você pudesse me ouvir... você dizia que eu era você de saia: acho que iria me entender. Aliás, aqui entre nós, você não quer dar um susto em algumas pessoas pra mim não? Há, é brincadeira viu? Se te conheço, já achou a idéia plausível.
Ontem, olhando velhos maleiros, achei sua coleção quase inteira do "O Pato Donald", dos anos 50 - aquela que você me deu aos 9 anos. Chorei mais uma vez, ao tentar catalogar tudo. E sabe duma coisa? Sabe aquela empresa que você ia desenhar quadrinhos, e que só não foi porque ia casar com a mãe e precisava ganhar melhor? Então, eu trabalho lá... e potz, como sou teimosa, viu?
Pai, apesar de não estar aqui, você é quem posso contar. Não me abandona não... é sua lembrança que me dá forças para tentar alcançar meus sonhos, por mais difíceis que eles possam parecer.
Escrever essa carta pra você me fez lembrar quem sou, meus valores e meus projetos. Quando eu for pra aí, espero te contar muito mais.
ps: O que eu faço com a sua gaita escocesa hein?
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Como você monta sua árvore de Natal?
Natal é data importante automaticamente no nosso calendário, mesmo se você não for lá tão cristão: confraternizações, especiais na tv com pessoas chatérrimas etc.
Sabe, nem vou citar o aniversariante dessa vez (que obviamente é o mais importante), mas sim uma história pessoal.
Sim, porque aqui com meus botões, enquanto abria minhas caixas, ia reencontrando velhos amigos (aquela anjinha que me acompanha ano após ano e ganhou um mini sax há uns 3 natais, meus ursos jazzistas do Mappin veteranos de anos de árvore, um papai noel rejeitado de 89 mas que gosta de ficar perto das garrafas)... E meu cd de rockabilly só de natal.
Ainda tem a dona guirlanda, que fiz em 90 e por causa dela, decidi produzir em série para vender (decorei um restaurante da minha tia com umas 10 pelo menos). E hoje, a rodela sapeca tem mini instrumentos musicais dourados.
Costumávamos fazer nosso presépio o mais real possível, diferente da minha vó Lazinha, que era uma babilônia de cores e tamanhos (hoje aliás penso que era bacanérrima, mas na época achava bizarra). Mas no nosso cenário já fizemos até um riacho com água de verdade e catávamos pedrinhas com tamanho proporcional às figuras - meu pai me instigava com essa coisa de cenário - cada ano ficava mais perfeito. E sabiamos direitinho a história do nascimento do Filho do Homem: O sr. Daniel fazia questão inclusive de deixar um incenso de mirra queimando, pra gente saber o que os 3 cabras peregrinos carregavam de presente pro cara do estábulo - que certamente não era o Brian, era o nenê abençoado ao lado.
E era lá, perto da manjedoura, que deixávamos nossas cartinhas pro Papai Noel - uma vez, escondida na escada de noitão, vi o meu pai indo lá "dar uma forcinha" pro velhote natalino, pegando nossos pedidos.
Víamos muitos filmes e eu ia feliz até o jornaleiro comprar meu Almanaque Disney de Natal. Ah, que sonho. Aos 10 anos, juntava meu dinheirinho do lanche e ia na papelaria da esquina comprar presentes. Claro que queria participar também, mas admito que comprava cacarequinhos - que a minha mãe já não gostava do meu gosto desde aquela época.
Pra esta amiga que escreve meus queridos, Natal é preparar a casa para relembrar bons momentos da infância, das minhas cockers douradas que comiam chocolates pendurados da árvore e claro, de pessoas que me inspiram até hoje.
A minha árvore eu montei com amor, saudade e um pouquinho de lágrimas - porque não - que caíram ao som de uma singela canção de "Esqueceram de Mim".
Pra alegrar, deixo o tema de "Herói de Brinquedo" abaixo.
Um beijo e Feliz Natal!
Sabe, nem vou citar o aniversariante dessa vez (que obviamente é o mais importante), mas sim uma história pessoal.
Sim, porque aqui com meus botões, enquanto abria minhas caixas, ia reencontrando velhos amigos (aquela anjinha que me acompanha ano após ano e ganhou um mini sax há uns 3 natais, meus ursos jazzistas do Mappin veteranos de anos de árvore, um papai noel rejeitado de 89 mas que gosta de ficar perto das garrafas)... E meu cd de rockabilly só de natal.
Ainda tem a dona guirlanda, que fiz em 90 e por causa dela, decidi produzir em série para vender (decorei um restaurante da minha tia com umas 10 pelo menos). E hoje, a rodela sapeca tem mini instrumentos musicais dourados.
Costumávamos fazer nosso presépio o mais real possível, diferente da minha vó Lazinha, que era uma babilônia de cores e tamanhos (hoje aliás penso que era bacanérrima, mas na época achava bizarra). Mas no nosso cenário já fizemos até um riacho com água de verdade e catávamos pedrinhas com tamanho proporcional às figuras - meu pai me instigava com essa coisa de cenário - cada ano ficava mais perfeito. E sabiamos direitinho a história do nascimento do Filho do Homem: O sr. Daniel fazia questão inclusive de deixar um incenso de mirra queimando, pra gente saber o que os 3 cabras peregrinos carregavam de presente pro cara do estábulo - que certamente não era o Brian, era o nenê abençoado ao lado.
E era lá, perto da manjedoura, que deixávamos nossas cartinhas pro Papai Noel - uma vez, escondida na escada de noitão, vi o meu pai indo lá "dar uma forcinha" pro velhote natalino, pegando nossos pedidos.
Víamos muitos filmes e eu ia feliz até o jornaleiro comprar meu Almanaque Disney de Natal. Ah, que sonho. Aos 10 anos, juntava meu dinheirinho do lanche e ia na papelaria da esquina comprar presentes. Claro que queria participar também, mas admito que comprava cacarequinhos - que a minha mãe já não gostava do meu gosto desde aquela época.
Pra esta amiga que escreve meus queridos, Natal é preparar a casa para relembrar bons momentos da infância, das minhas cockers douradas que comiam chocolates pendurados da árvore e claro, de pessoas que me inspiram até hoje.
A minha árvore eu montei com amor, saudade e um pouquinho de lágrimas - porque não - que caíram ao som de uma singela canção de "Esqueceram de Mim".
Pra alegrar, deixo o tema de "Herói de Brinquedo" abaixo.
Um beijo e Feliz Natal!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Hordas diárias
Estação Sé. Desembarque pelo lado esquedo do trem.
Lá vão eles. Olhar perdido no horizonte. Movimentam-se na mesma direção.
Ninguém ousa parar. Eles vestem calças de jeans. Todos. Jeans jeans jeans.
Chego a ficar com pavor do tecido azul... começo a procurar do lado se alguém não usa, um desertor herói naquela estação. Ninguém. Só Jeans.
Olha achei alguém com calça de sarja, vale? Bem, Jeans é um tipo de sarja? Não sei. Não vale.
Não temos florais, não temos veludo. Todos usam a mesma coisa, e entram no comboio. O trem parte, olhos baixos, fone do ouvido, jeans maldito.
Lá fora, o sol reluz os carros. Prateados. Ai meu Deus, todos são prateados. "Os riscos não aparecem, a pintura fica intacta" diz o vendedor. Prata, prata, prata... que desespero, eu queria um vermelho mas meu carro também é prateado. Todos iguais, mas uns mais iguais que outros, como diria o escritor.
Lá vão eles. Olhar perdido no horizonte. Movimentam-se na mesma direção.
Ninguém ousa parar. Eles vestem calças de jeans. Todos. Jeans jeans jeans.
Chego a ficar com pavor do tecido azul... começo a procurar do lado se alguém não usa, um desertor herói naquela estação. Ninguém. Só Jeans.
Olha achei alguém com calça de sarja, vale? Bem, Jeans é um tipo de sarja? Não sei. Não vale.
Não temos florais, não temos veludo. Todos usam a mesma coisa, e entram no comboio. O trem parte, olhos baixos, fone do ouvido, jeans maldito.
Lá fora, o sol reluz os carros. Prateados. Ai meu Deus, todos são prateados. "Os riscos não aparecem, a pintura fica intacta" diz o vendedor. Prata, prata, prata... que desespero, eu queria um vermelho mas meu carro também é prateado. Todos iguais, mas uns mais iguais que outros, como diria o escritor.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Cremosidade canina
Essa aí de cima é a Amy (sim, inspirada na Winehouse), ou Batman: Chegou em casa toda traumatizada, nervosa e estridente, como aquele dragãozinho, o Fúria da Noite. Hoje, depois de uma semana, está mais simpática e amorosa, mostrando que todos os cães merecem o céu.
Sou louca por cães. E os motivos são inúmeros para voltar para a casa correndo:
Sou louca por cães. E os motivos são inúmeros para voltar para a casa correndo:
- Cachorros são sinceros. Se não gostarem de você ou perceberem que você é um pulha, não adianta fazer a macacada que for que eles não irão com a sua cara.
- Muitos deles são apenas carentes. Por tras de um cão nervoso, tem uma história de maus-tratos ou dono neurótico. Mas é só encher de carinho e dar um tempo, que se tornam doces e companheiros.
- Eles adoram quando a gente é idiota. Cães percebem quando gostamos de verdade deles. E curtem nos verem alegres, nossas idéias non-senses, como quando inventamos músicas com letra sem nexo pra eles ou quando pulamos como um autista na sala.
- São quentinhos para o inverno. Quer coisa mais gostosa do que assistir um filminho com um au-au dormindo no colo nos dias de frio?
- Cães enlouquecem de alegria quando você chega. Se tem um momento do dia que eu mais pareço com um Beatle, é quando eu abro a porta de casa. Minhas meninas se pudessem me pediriam um autógrafo. E sempre foi assim, com todas que tive aqui.
- Não precisam de muita coisa pra serem felizes. Basta uma voltinha, um carinho atrás da orelha, aquele ossinho. Não estão nem ai se você é um indigente ou um mega-empresário... Vão gostar de você do jeito que é: nem mais sarado, nem mais rico.
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