terça-feira, 23 de setembro de 2008

Corra que a Igreja vem ai

Não que eu fosse a maior fã de Padre Marcelo Rossi.
Mas também não tinha assim "nada-nada" tão do contra... Era apenas um rapazote que tentava passar uma mensagem ok para pessoas que precisam.

Então, cá estava eu numa daquelas "filas" das lojas Americanas (sabe aquele curralzinho repleto de doce que ficamos meia hora tentando ser hipnotizados por ofertas semi-incriveis?), quando no DVD da loja está passando o show do nosso sacerdote pulante.

Até aí, tudo bem: eu, com fome e de dieta presa no labirinto da obesidade mórbida vendo um homem de batina pulando como louco fingindo ser Ivete. O pior estava por vir.

Neste instante, ele chama para fazer um dueto aquele traficante de cabelo descolorido: isso mesmo, o Belo. E as pessoas achando tudo emocionante, lindo, profético. O cara na maior cara de pau, fazendo clipezinho em cima do morro, com os braços abertos.

Que patético. Neste momento me senti estuprada mentalmente. As pessoas na fila vendo normalmente enquanto escolhiam que chiclete levar e alguns até cogitando levar o show pra casa - mas só até notarem o meu olhar de "Carrie, a estranha" em direção à eles.

Mas no fundo, acho que foi uma visão. Como pode ser verdade uma &*%$ dessas?
Padre + traficante = show de fé?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pra que serve o amor

Ao som de Edith Piaf...
(Obrigada Verônica!)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

I want to believe

Pois é...
Depois de tanto tempo, a série de tv percursora dessa leva de seriados parrudos volta a dar as caras: mas agora filme.

Suspeita pra falar, pra mim foi difícil acreditar que Mulder e Scully aparecessem marotos assim na mídia. 

E quer saber? Fico feliz! Eu, assim como a horda de fãs aluciados, iremos ao cinema, ouvir aquela trilha meio assobiada, que dava calafrios cada vez que tocava.
Na real, eu era meio fanática. Odiei, por exemplo, quando aquele agente sem sal apereceu no época do sumiço do Mulder.

A coisa boa do filme é que eles não esqueceram da gente: a estréia é simultânea no mundo inteiro e o site tem versão em português, meus caros.

Beijos e bom fim de semana!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A moça da pasta preta

Pois é, ando sumida.
É porque agora assumi minha identidade secreta pelas ruas: sou a-moça-da-pasta-preta.
Aonde quer que eu vá, lá está ela, calada, pesadinha e negra, minha amiga e retangular A3.

Em muitos anos de aventuras, já acharam que eu era espiã (com uma pasta daquele tamanho, pasmem), que era musicista francesa do Teatro Municipal (tocando o que, meu Deus?) e que eu era esnobe, por levar objeto tão grande assim, juntinho a mim. Sempre correndo, voando. Da Avenida Paulista ao fundão da Lapa, de Guarulhos ao Brooklin.

Uma das poucas vezes que a levei de carro, tive o maior azar do mundo: no estacionamento que eu havia deixado, deram a chave para outro carro parecido (que foi embora) e a minha pasta ficou presa. Tadinha... quase morreu asfixiada.

Já escondi essa pasta em lugares diversos: em padarias, bares, botecos, farmácias, bancas de jornal. Colegas levaram pra longe. Aonde tinha um amigo, tinha uma oportunidade.

Uma vez, estava voltando de uma missão secreta, indo para a faculdade e o ônibus quebrou, na Via Dutra. Eu quase morri, mas não deixei que a chuva que se aproximava tocasse a minha querida menina de couro negro.

Hoje, lá estava eu indo para um lugar diferente. Eu e ela. Estávamos sentadas há algum tempo quando um Cinzeiro ambulante de cabelo branco amarelado sentou ao nosso lado... Meu Deus, eu ia chegar no meu compromisso cheirando à Keith Richard, depois de ter me perfumado de Dior e ter me apurado como nunca. Puxa, tentei ficar perto da janela, para aquele cheiro nem pegar em mim nem na A3. Ledo engano. Lá fora, a fumaça fez um "blend" com a poeira do chão. Um primor.

Mas fomos... eu e a pasta. Fizemos nosso trabalho, bonito. Ela não me deixa na mão, é um orgulho ter uma amiga tão fiel. Muitas pessoas gostam de carregá-la. E ela não gosta que eu uso salto alto, sabe? Ela fica mais pesada, só de raiva.

A-moça-da-pasta-preta já passou por escritórios chiques até o osso, por fábricas, por muitas agências, por editoras e por espeluncas que eu teria medo de citar. Mas a A3 sempre lá: quieta, faceira... Coisa linda.

Obrigada, Portifa. Você é a minha vida (profissional).

sábado, 12 de abril de 2008

Ken Lee

Hoje o meu professor do inglês se superou.
Trouxe para nós uma maravilha desse mundo globalizado: Ken Lee.

Coloquem seus fones de ouvido e aproveitem:



Ela passou para a segunda fase e virou super star:



Na internet as pessoas estão enlouquecidas, já cantando o sucesso:



A internet é sensacional.
Ken Leeeeeeeeeeeeeeee - tulibu dibu douchoo

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Good Vibes nos Trintão

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Pois é, camaradas,
Esse processo de "Balzaquiar" está me fazendo um bem danado e para brindar essa coisa toda, nada melhor que Festa à Fantasia para comemorar a data.
A idéia pintou em Janeiro e de lá pra cá, mais 6 amigos se juntaram.
Fizemos acontecer dia 05 passado
(clique na foto para entrar em um dos álbuns)



Amigos para sempre

Esse Lobo Mau da foto com a Chapeuzinho vermelho (aka eu) é o Sandro, outro aniversariante da festa, que foi comigo ver o salão. Ele é mais que um amigo, um irmão. É uma das pessoas que mais amo nesse mundo. Assim como a Samara e a Cíntia (comemoramos todas juntas).

Este post é só para celebrar a passagem do tempo, as amizades e a mais pura alegria.

Valeu Universo - é bom viver!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Amor e guitarras



Hoje é aniversário de uma das musas inspiradoras de músicas inesquecíveis, Pattie Boyd.

A história do rock tem em suas páginas passagens absurdas como esta:
"Eric Clapton amava Pattie Boyd, que era casada com George Harrison que tinha um caso com Maureen, casada com Ringo"
A mocinha de 19 anos em 1964 foi amor à primeira vista de George Harrison. Ela e o Beatle se casaram em 66.

Mas o melhor amigo de George, Eric Clapton, dividia as mesmas paixões que ele...em todos os sentidos. E para tentar substituir seu amor secreto, foi morar com a irmã de Pattie, Paula.

Paula percebeu a marmelada e o deixou assim que ouviu Clapton passar a maior cantada do rock na mulher do melhor amigo - a música Layla foi feita para Pattie, que naquele momento não queria nada com ele.
" Tried to give you consolation/When your old man, he let you down
Like a fool, I fell in love with you/ You turned my whole world upside down
...
Make the best of the situation /Before I finally go insane
Please don't say we'll never find a way /Or tell me all my love's in vain"
George Harrison ficou furioso, mas deu liberdade para, se ela quisesse ir embora com o melhor amigo dele, que fosse. No entando ela resolveu ficar.

Mas, que diacho de relacionamento estranho o dos casais da época: a mulher de Ron Wood ( que seria um Rolling Stone no futuro) certa vez encomendou chifres para o marido na Espanha com Harrison. Pattie não se fez de rogada e caiu nos braços de Ron Wood.

Mas Pattie deixou marido que entortava o caneco feio em 1974. E o real motivo da separação foi o caso de George com a mulher de um amigo seu, o Ringo. É, os anos 70 foram cruéis, meus camaradas.

Pattie foi finalmente para Eric Clapton, que escreveu certa noite "Wonderful tonight" ao ve-la se arrumando.

Mas a história fica mais cruel agora: Clapton avacalhou depois de um tempo, ficou só o pó (literalemente) e teve até filhos fora do casamento (lembram de "Tears in Heaven"?).

Pois é crianças: a inspiração de Something, Layla, Wonderful tonight, é uma mulher que sofreu demais por trás dos choros de guitarra dos maridos...